7.3.12

rumo





Humildade é o fundamento pra quem vive lá, meus amigos das antigas hoje vão se ligar..

* .... horas atrás: daqui a pouco vamos estar falando sobre a luz, disse o rafinha.

Debater a unipressença da lua, agrada a senssão que cada lugar é unico em sua claridade atmosferica. Os dias está a manter-se encarnado na palavras da hiroko, (....prozas, parcerias, palavras tentando ser e criar, mas que sobretudo conseguiram permanecer), desejo que seja eterno esse brilho que em momentos dispersos da incredualidade do ser, afague e adoçe o brilho da rua.
Nessa noite encontrei-me batendo palmas no portão de casa, não sabia que tinha horario pra fechar, no miudinho do fundo de quintal desbravei o muro , abri a porta da pulp house e acendi a luz, estátio por um momentos, contemplei a esperançosa luz verde-motel da sala, buscando acumular sentidos em todas ações. Queria mais e mais razões que leva-se ao SEGUE TODA VIDA.
Nessa peguada alegro-me por saber que exitem razões em abundancia para ser e permanecer. CADA DIA BOM, VALE MIL RUINS ou melhor o agora vale mais que nunca.
Pela manhã fui abraçado por músicas que já conhecia há algum tempo mais estavão congeladas mentalmente, principalmente Deus manda do Jorge Aragão do album Coisa de Jorge gravado ao vivo na praia de copacabana. "Deus manda, Deus manda, na hora que mais precisa, a luz para acender minha alma....", entre outros son´s encontrei mais que mil razões de fazer de hoje um dia realmente bom. 
Repensar sobre cada acontecimento da caminhada acarreta um ORRÂ olha só minha vida, (riso de um aprendiz). Mil pensamentos, vontades, lembranças, posso se dizer um turbilhão de pensa-res, tipo um pixiguinha dos acordes como falo sabotage cantando pro santo.
Com o suor do trampo banhei minhas metas imajinando cada cena das fotografias, LIBERDADE de renovação, trasendo cada brisa. O nego não para no tempo não, DESFEIXO conformo vive o vento se mostra respeito. 
Com poucos e bons, quem teve uma familia na rua vai entender o que estou falando, AMOR, musicalmente skate, amigos, vida. 
Celebrar dois mês morando perto do mar troca a velha lampada por uma mais economica, sabendo que brilhará de acordo com a intensidade das energias positivas.
Entre amigos na rua deserta o fronsideflip constou como recompensa pela persistencia, acendendo a luz interior do meu ser, correspondendo a altura o retrato do miniquadro sobre a escrivania feito por um artista de rua que me foge a lembrança enfatizou uma verdade, SKATE é VIDA.





29.2.12

na boca do sol



Violentamente datilógrafo por emoções calmosa, concisa e acima de tudo verdadeiras no tom si-próprio. Esta calor por de mais da conta, mosquitos conflitantes insiste em atormentar meu repouso físico, por momento o bocejo permanece porem o sono convida para divagações na varanda, aliais dês-de quando deixei de lado o ódio compulsivo de buscar vitalidade "ilusórias" no som das teclas, o tempo tornou-se colírio no piscar da alma.
Eu tive que perder minha mente para aprender usar a mente (selva urbana), olhei para mim mesmo, o céu está lindo e seguindo a dica do seu Uru, meu novo vizinho que também estava a fugir do calor noturno, o prosseguimento está em SE JOGAR. Pai de dezenove filhos espalhados pelo Brasil, manco da perna direita, viciado em café e uma boa prosa mostra-me o enredo do Trio Mocotó; Tô por fora da jogada mais a vida é BOA.
Eu estou gritando em voz alta para o amor (AHHHH!) ...a luz está acessa e por incrível que pareça não há rastros dos pernilongos, talvez eles estavam na missão de motivar saudável escritas às três da matina, logo mais o despertador azucrina um instrumental em sopro para não ramelar o dia, sunshine.
2mil e 12 está gerando bons frutos, tá rolando boas vibes em todos sentidos, sinto que reencontrei o caminho de casa, ainda vou precisar caminhar mais está tudo pela ordem. Acabo de alugar residencia de frente para o mar (PULP HOUSE), trabalhando e na pegada canbeckiana de sempre... VOLTA TEREZA, EU SO UM MALANDRO APAIXONADO!, volta tudo aquilo que faz bem, a criatividade de encontrar paz no próprio reflexo que a vida cativa.
Os motivos são claros, EU TIVE QUE VIVER ASSIM MESMO para aprender porque há abelha faz o mel, o muleque doido que já nadou na caixa de aguá já está pronto.
eu te amo, to contigo brother, é nois que avoa, atividade na laje, CADA UM É UNICO, obrigado pelas vozês, pensamentos e sintonia. Essa é por nós, não pelo o que a gente fez mais pelo o que agente ainda vai fazer, realmente ta fazendo. Todo dia que agente acorda cedo acende mais uma luz, não é questão de escrever é questão de vida, manifestação do espirito mesmo. sinta-se bem por ser você mesmo.
Foco na missão, coração, disciplina, carater, responsabilidade, é isso mesmo vai vendo, tamo vivão e vivendo.

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24.2.12

Joseph




Diante do mangue, sento um tempo para dedilhar atrasos. não era muitos, tão pouco pequenos. talves só mais um bloco de notas sem títulos tentando encontrar em sim razões na safra A GENTE SÓ CANTA O REFRÃO, aleatório ao class in session (2003), meus 15 anos,  primeiros entorpecentes desbravando a própria curiosidade de ser gente grande, cigarrets esconditos atrás de casa, mastubando prazeres invisivel com as revistinhas de bolso junto com as figurinhas amazonia compradas na banca do tito quando liberdade era ir apé para o colegio ieel a tarde com o walkman; oitavo anjo.


abro o livro em qualquer página.
é só verdade, as palavras des-conforta na des-naturalidade, sé em vão essa novela?

- Joseph encurto um pouco as rédeas e apoio o pé dieito no freio. Olhou, lá em baixo, as águas serenas e, antecipando o vale, que iria ver dentro em poucos, sentiu uma onda quente de prazer invadir-lhe o corpo. voltou-se para Elisabeth, pois queria contar-lhe o que estava sentindo, e viu que ela estava com feições transtornadas e que seus olhos estavam horrorizados.
ela grito
- eu quero parar, querido! estou com mêdo. - olhava fixamente, através da fenda, o vale iluminado pelo sol.
joseph puxou as rédeas dos cavalos e apertou o breque. Então olhou para ela interrogativamente. 
- eu não sabia. é por causa do caminho estreito e do rio lá embaixo?
- Não, não é.

Então êle desceu e estendeu-lhe a mão; mas quando tentou conduzi-la para a garganta, ela retirou a mão e ficou tremendo na sombra. Ê êle penso: "Preciso conta-lhe. Nunca tentei conta-lhe coisas como essas. Parece tão difícil, mas agora terei que contalhe", gritava êle em pensamento: "Você pode ouvir-me? Estou frio como que vou dizer, e rezando para encontrar um meio de dizê-lo".
Os olhos de Joseph dilataram-se, êle estava em transe. Tenho pensado sem palavras", disse mentalmente "Um homem disse-me que isso não era possível, mas tenho pensado - Elisabeth, ouça-me. A crucificação de Cristo deve ser mais do que m simbolo de tôdas dores. Pode Êle na verdade conter todas as dores. E um homem sobre o cimo da montanha , de pé com os braços estendido, um símbolo do símbolo, também pode ser o receptáculo de todos os sofrimentos que jamais existiram".


- Stenbeck, ao Deus Desconhecido, devido a descrepancia de questionar se por aqui tem uma biblioteca onde eu possa me esconder de quase tudo e todos, tenho esbarrado no mini sebo do Mikael, desacreditei a possibilidade de encontrar perolas na areia, mais cada palavra que dali colhi me tras uma sensação que ainda existe verdade onde mais mentimos por não observar ao nosso redor. degustei as palavras do stenbeck como um gole que ficaram sempre na memoria pois não se compara aos rotulos e gostos e sim apenas ao conteudo. Já tinha que ter devolvido o livro pois o mano tava afim de ler mais desapegou que a sua frente estava uma pessoa por sua natureza está sempre acompanhado de um livro e fez questão de emprestar o livro os vagabundos ILUMINADOS do Jack KERO-ALCOOL, que de proposito emprestei da biblioteca pública de Londrina, mesmo estando de castigo. BOA TARDE MOÇA por gentileza me conceba o plazer de emprestar esse livro há senhora de cabelos brancos, com semblante sereno pelo o que a vida lhe apresntou diante das viajens que fireza por um bom tempo naquele cantinho do balcão, funciona, sempre vai funcionar ao que mesmo sem dente sorri puramente. Também levei comigo Cartas na Rua do grande Chinask, onde seguindo o pensamento elevado de teor filosofico do Humbertinho faz sentindo. Quem não pode, vai de refri, algo assim. Confeço deliciosamente que é sensacional ler quando estamos alterados pelos docinhos e petiscos que a confeitaria da vida nos convida esperimentar gratuitamente sem aceitar devolução. 
Em algum momento aquela palavra já não esta mais presente no seu pensamento, mais naquele momento ela se tornou você em pessoa. Ela é Vida, é um rastro sincero de uma vontade de expor mesmo que forjadamente seja grandes merdas sem nexos, também tem um peido de veracidade.
Ontem queria escrever para todos e sobre tudo, porem desanparado de papel e caneta, perdi o enrredo, a historia, a vontade de escrever para aqueles que na sua particularidade estão em mim no conceito agradabilissimo de saber que assim como meu olhar cada palavra tem uma porção de sinceridade.
Quero eu empilhar vivencias registradas das quais por alguma razão disse por mim o que minha mente, coração e alma queria incendiar amorosamente as lições de casa que na losa me encantava, porem longe da turma desmotivava acompanhar a mesma linha de pensamento.
Hoje sei que a lição ainda possa esta lá esperando um voluntário preencher as lacunas da prova prática surpresa.
Com isso por mais que desajeitado procuro uma caneta mais próxima, abros sortidas páginas acreditando que possa contribuir para no teste. O Brow diz que a nota é 10, nove e meio nem cola. Acontece que mediano em ações, só quero força bruta e coragem para expor esse momentos que descrevem um sentir.

4.2.12

"sinceramente"


tentando encontrar meu olhar, está vendo, eu
tinha razão, hem?!
Esse hem soava muito agradável para mim.

*M. Aguéiev





A sensação que tenho é que esse momento é real, um desafinado rock sampaiano que gostaria de registrar na metrage da minha vida. Que vida...
Esbarro na ipotse que não possou bagagem suficiente para somar essas letrinhas, vestida "propositamente" ao inverso. amorosamente incredula da linha do tempo, tendo como bussula o anseio de encontrar respostas das perguntas não cadastradas na enferrujada caixa registradora da bodega movel que se encontra estacionada no terreiro publico de areia-barro do qual pessoas publicas-fantasmas fantasiadas de sonanbulos em festas RAVE's, open bar abarrotado de energetico corruptamente 100 % natural das matas virgens desprovida de IPTU (indios putalmente torturados Umildimente) fecha os olhos prostando MÃOS integralmente inocente disfarça NÃO SABER, espetacularmente cedeu anteriormente ao circo divulgado através da fumaça do citroen flex... o chamado publicitario praticamente padrão!; o MELHOR DAS CONSTELAÇÕES, ....pessoas de PRESTIGIO já foram abraçadas pela emoção stand-up das tendas, sentaram educadamente em circulo saboreando pipocas flacidas, forçando o brilho do olhar. contando especialmente com presença da @rrombada $$ personagem ..... do zorra total, AI COMO EU TO BANDIDA.!!
Como cegamente a cultura modela os animais do picadilo, reproduzimos: TA SUSSA..
Digo por mim no sutaque regional da invisibilidade, PORRA NENHUMA toda essa cordialidade que a VIDA é..
Digo porque mudo facil as palavras, do sentidos descarrilhados sobre essa missão que é acordar e adpta-se ao tempo sem explicações e porque. E quando subir as letrinhas do filme INEDITO talves a representação da sua opinião sobre as cenas do curioso caso da sua graça, captadas com efeitos especias, 3 D, dia após dias proporcione honrosamente aquelas barras vertical coloridas que aparentimentee são programadas para interronper SONHOS inrecordaves junto nossas pequenisse sob marcas do mijo humano no cochilos da realidade, proporcionando delirios extremos ao GOZAR. Da vida.
Pra ser sincero, desrelacionando ser a porra do meu pai, ter umas familias, abraço a causa que sou um grande filho da puta, no sentido de FUDER mesmo na busca desprogramada de esvaziar a mente, respirar ofegantemente olhando para o teto estrelar da minha natureza, abraçando suado toda essa putaria, (amando o proximo, mais proximo ao eu mesmo, como a TI mesmo).
Até porque toda essa zica (bicicleta, "desgraça) urbana, me transporta para onde nem sei o porque deveria estar, transmite o peso da sua presença, da sossego desgraçado que está junto com alguma representação da sua sua infancia. Então hoje fico SUSA com o noel brasileiro que cola com a rapaziada a pé em toda epoca do ano, tentando ao menos compreender que o PLIN-PLIN da vida ta por ai, se pá do lado da enrrugada vontade nossa de piscar para sorrir para a criança em suas primeiras pedaladas.
Diante desse maranhado o velho novo freio sobre a ponte que tinha a sua frente tinha um mangue e apos uma guarita dos robocop, tirou a camisa, deu GUSPÃO e pedalou convicto que o show do papas da lingua grátis, nunca vai se corresponder a altura alguma palavra.
Passo na bodega, compro balas de canela, uma cerveja quando após um gole moedas do troco caiu no chão, mostrando que naquele terreno contia espalhados verdes montes e partiu pensando, porque é proibido pisar na grama?



1971 **
http://www.youtube.com/watch?v=5JfMYIUlH9c



2/fev 7:23 am

29.1.12

deixa o menino brincar

e ali viver a veravida


Todos somos 1.
Sou um garoto tipicamente rueiro, gosto das contribuições do asfalto, sejam elas boas ou maléficas, assim não torno cego diante das realidades 'imposta' que pelo simples fato de respirar, todos fazem parte. Temos sonhos, desejos, votantes, estamos aqui, ali; somos um´s.
Neste instante agradavelmente acabo relê numa punhalada só a 2ª edição Capão Pecado (romance brasileiro) do escritor Ferréz, é o sexto livro que leio de coração aberto neste janeiro de 2012, onde todas as coisas direciona a mim mesmo, palavra por palavras como se fosse meu pecado circular na ventania dos dias belos, azul e simples.
Estou levando uma vida "mansa" nalgum lugar onde o discurso é uma vertigem deselegante e desnecessária, gosto daqui, estou indo para onde as tartarugas saem ganhando, onde o pensar sobre o passado realinha o presente.
Talvez tentar as montanhas seja esse o caminho quando nos vemos perdidos de nos mesmo, nem tampouco esqueço do asfalto onde no romance da minha cidade natal o brilho qualitativo será sempre eterno no qual não pretendo estreitar os laços, fortalecendo o brilhantismo aos meus.
O trabalho tem sido arduo porem as conquistas sobrepõe cada gota do suor com paz de espirito, o nascer como por do sol é tão essencia quanto algumas cervejas tricando de tão geladas nos fins de semana na varanda de casa em familía, nem precisa mais que isso!, os passeios de caique estão soltando a musculatura do meu fisico de minhoca, mais aguardo anciosamente mesmo a zica (biclicleta) ser entregue para dar inicio as pedaladas quilometricas contemplando as batelas e návios distante, é Guimarães Rosa e Dorival Caymmi to começando fragar qual é o bem do mar.
Ontem após caminhada matinal, leitura e pifano no morro observando o campeonato de surf, ping-pong regado por alguns son´s da fundo do baú (pra se ter um futuro tem que respeitar o passado), almocei um peixei sensacional com arroz e feijão com salada de cenoura e tomate que vitaminou dispocisão para dar uma garibada no jardim, até que ficou firmeza, até pintei as pedras de azul calcinha (risos), isso me fez lembrar do coqueiros que pintava na infancia no Anália Franco e das session com os antigos vizinhos e brother´s da rua riachuelo. Esses pensamentos, intenções e menções honrosas me mostra como foi bom ouvir o sermão de um trompete e dar ruma a minha canoa estando vivamente em cima do skate.
Com isso concordo que os jovens deveriam ser exploradores, principalmente de si próprio. Mais ai ESTA PELA ORDI, cada qual com seu qual, é chegada a hora de pegar a camisa do quinto andar e remar pra barra sul bater uma pelada com a rapaziada.

Psiu, abraço aos meus, Paz & Luz, ano do Dragão, vagabundo nato.







as palavras é o que monta a energia do lugar * buk


25.1.12

Estavam ergendo a estátua
de São Francisco
em frente à igreja
de São Francisco
na cidade de São Francisco
numa ruela lateral
ao lado da Avenida
onde nenhum pássaro cantava
e o sol erguia-se pontualmente
como de hábito
e começava a reluzir
na estátua de São Francisco
sobre a qual nenhum pássaro cantava

E vários velhos italianos
permaneciam por ali
naquela ruela lateral
ao lado da Avenida
observando os traquejados trabalhadores
que ergiam a estátua
com corrente e guindaste
e outros equipamentos
E vários jovens repórtes
todos abotoadinhos
anotavam as palavras
de um pastor moço
que sustentava a estátua
com todos aqueles argumentos
Entretanto
enquanto nenhum pássaro cantava
nenhuma Paixão de São Francisco
e enquanto os observadores observavam
São Francisco
com os braços abertos
para os pássaros que não estavam lá
uma muito alta e puramente nua
donzela virgem
com cabelo cor de palha mito longo e
muito liso
e vestindo apenas um minúsculo
ninho de pássaro
num local deveras existencial
circulava entre a multidão
o tempo inteiro
subindo e descendo os degraus
em frente a São Francisco
com os olhos baixo o tempo inteiro
e cantando para si mesma.

lawrence ferlinghetti - um parque de diversão da cabeça

22.1.12

resolução, ALONGWAYTOGO

track 01
edu lobo with the tamba trio
bossa nova and the story of elenco records, brazil

...queres raspar a cobertura da panela? perguntou-me tia Áurea
Pô demoro, como sempre quero sim, não sou de frescuras para sabores do paladar, ao contrario do que pensam não sou apenas um louco dês-varrido perdido nos dias de hoje. Aliais hoje como muitos outros dias, tempos, me sinto completo por ser eu mesmo sempre, aprendendo constante e levando um "estilo" de vida que assim como tudo na vida tem seu pros e contras, mais confesso compartilhadamente que me sinto BEM e FELIZ assim como o estado de espirito que Stefan Zweig transmitiu em "ocaso de um coração e uma noite fantástica", (..Quem se achou a si próprio, nada mais pode perder neste mundo. E quem compreender o homem dentro de si mesmo, compreenderá todos os homens!)
Raspando as sobras da cobertura to ligado tão quanto é o recheio disso tudo, o quanto faz sentido mesmo parecendo teatral quando disse na virada de ano, FAZER VALER CADA SEGUNDO, como objetivo dese novo tempo.
E por mais que eu trave ao tentar "escrever publicamente" a cerca desse momentos que fazem parte de mim, compreendo ser meu tempo, coisa NOSTRA, algo que defrontei hoje ao caminhar na praia pela manha ensolarada, conversando com o céu, sem pudor de gritar após uma onda de realização ao saber que esse mesmo tempo que me fez mudar para perto do mar vem me ensinando a reaprender a orar, sentir saudades, amar verdadeiramente o canto dos passaros, emoções e sentimentos e concluir que não há nada para concluir e sim se fazer.
Não pretendo desfazer dos meus EU´s na finalidade de ser ou não uma pessoa melhor, quero apenas caminhar, me sentir bem como agora. Ciente de tudo que é, será necessario realizar para manter essa sensação.
Em resumo é TEMPO DE DIZER QUEM SOU....
E nada me fará mudar.

14.1.12

fragmentos

"Serei tão resistente quanto a concha de um caracol", e volto a dormir e sonho que enquanto durmo acabo com três fatias de pão ao relento... "Ah, pobres idéias que um homem tem, e um homem sozinho na praia,e Deus observando com atenção e sorrindo...", eu diria. E sonhei com a minha casa de muito tempo...
“É sempre a mesma coisa", ouvi minha voz dizer no vazio que é tão fácil de abraçar durante o sono.
Às vezes ficava quieto só olhando para o chão com tristeza, como se estivesse definhando. Às vezes, ficava animado. Demonstrou enorme interesse solidário por mim e pela história sobre o sujeitinho de Santa Tereza e pelas histórias que lhe contei a respeitodas minhas experiências pessoais como clandestino em trens, pegando carona e caminhando no mato. Na mesma hora afirmou que eu era um baita bodisatva, que significa "grande ser sábio" ou"grande anjo sábio", e que eu ornamentava este mundo com minha sinceridade.
Mas avisei logo que eu não dava a mínima para a mitologia, para todos os nomes e para o sabor nacional de cada tipo de budismo, e que só estava interessado na primeira das quatro verdades nobres de Sakyamuni: Toda vida é sofrimento. E, até certo ponto, na terceira: É possível alcançar a supressão do sofrimento,o que para mim, naquela época, era difícil de acreditar. (Eu ainda não tinha digerido a Escritura de Lankavatara que acaba mostrando que não há nada no mundo além da própria mente, e que portanto tudo é possível, inclusive a supressão do sofrimento.) O amigo de Japhy era o bobalhão de enorme coração anteriormente mencionado, Warren Coughlin, oitenta quilos de carne de poeta, propagandeado por Japhy (em particular,no meu ouvido) como sendo algo mais do que a aparênciasugena."Quem é ele?""Ele é meu maior amigão do Oregon, a gente se conhece há muito tempo. No começo a gente acha que ele é lerdo e idiota, mas na verdade é um diamante reluzente.Você vai ver. Não deixe que ele acabe com você. Ele vai fazer a consciência sair voando, cara, escolhendo a palavra aleatória certa."
"E quem sou eu?"
"Sei lá, talvez você seja o Bode." "Bode?""Talvez seja o Cara de Lama." "Quem é o Cara de Lama?" "O Cara de Lama é o barro no seu rosto de bode. O que você diria se perguntassem a alguém 'Um cachorro pode ter a natureza do Buda?', e esse alguém em seguida respondesse 'Au-au!'?" "Diria que isso é um monte de bobagem zen-budista. "Essa pegou Japhy um pouco desprevenido. "Olha, Japhy",eu disse. "Não sou zen-budista, sou um budista sério, sou um covarde hinayana sonhador das antigas, da última fase do mahayanismo", e assim por diante noite adentro,eu alegando que o zen-budismo não se concentrava muito na gentileza mas dava ênfase à confusão do intelecto para fazer com que este distinguisse a ilusão da origem de todas as coisas. "Quanta maldade", reclamei. "Todos aqueles mestres zen jogando crianças pequenas na lama só porque elas não sabem responder às questões cheias de palavras tolas que eles inventam.""Isso acontece porque eles querem fazê-los perceber que a lama é melhor do que as palavras, rapaz." Mas eu não consigo (vou tentar) recriar o brilhantismo exato de todas as respostas e idas e vindas de Japhy que medeixavam arrepiado o tempo todo e que acabaram por enfiar alguma coisa na minha mente cristalina e fizeram com que eu mudasse meus planos de vida. O negócio é que eu segui toda a gangue de poetas lamurientos até a sessão de leitura naquela noite, que foi, entre outras coisas importantes, a noite que marcou o início do Renascimento da Poesia de São Francisco. Todo mundo estava lá. Foi urna noite maluca. E fui eu quem fez as coisas funcionarem ao voltar com três garrafões enormes de três litros de Burgundy..., deixando todo mundo tão chumbado que lá pelas onze horas, quando Alvah Goldbook estava lendo, lamentando o seu poema Wail*, bêbado com os braços estendidos, todo mundo gritava "Vai! Vai! Vai!" (como em uma jam session), e o velho Rheinhold Cacoethes, pai da cena poética de Frisco,enxugou os olhos cheio de satisfação. ...
"Foda-se! cantou Coiote, e fugiu!", lia Japhy para o distinto público, fazendo com que todos uivassem de prazer, era tão puro que o palavrão foder soava limpinho. Ele tinha também versos ternos, como os que falavam de ursos comendo frutinhas silvestres, que mostravam seu amor pelos animais, e magníficos versos misteriosos a respeito de bois na estrada da Mongólia, que revelavam seu conhecimento da literatura oriental, carregando um bastão de incenso na mão.Então Japhy mostrou seu repentino humor de bar com versos a respeito de Coiote trazendo guloseimas. E suas idéias anárquicas a respeito de como os americanos não sabem viver, com versos sobre gente que mora nos subúrbios presa em salas de estar construídas com pobres árvores derrubadas por motosserras.
...A voz dele era profunda e ressonante e de certo modo corajosa, como a voz dos heróis e oradores americanos do passado. Eu gostava do quê de grave e forte e humanamente esperançoso que ele tinha, ao passo que os outros poetas ou eram delicados demais em sua estética, ou histericamente cínicos demais para terqualquer tipo de esperança, ou abstratos demais,daqueles que não saem de casa, ou políticos demais, incompreensíveis demais para ser entendidos, "processos não-esclarecidos", mas quando dizia que a revelação era algo pessoal, notei a forte influência das noções budistas e idealistas de Japhy, compartilhadas com o benévolo Coughlin no tempo em que eram companheiros de faculdade, assim como eu compartilhara as minhas com Alvah no cenário do Leste do país e com outros menos apocalípticos e mais certinhos, mas de jeito nenhum mais solidários nem mais lacrimosos). Enquanto isso, montes de gente se espalhavam pela galeria sombria, esforçando-se para escutar cada palavra da impressionante leitura de poesia, e eu ia passando de grupo em grupo, olhando-as, de costas para o palco, pedindo que aceitassem beber um trago de vinho, ou voltava lá para a frente e me sentava à direita do palco,soltando pequenos uaus e sins de aprovação e até mesmo frases inteiras de comentários sem que ninguém pedisse, mas, naquela alegria geral, sem a desaprovação de ninguém também. Foi uma noite maravilhosa.

leu delicadas páginas de papel translúcido amarelado, ou cor-de-rosa, que folheava cuidadosamente com seus dedos brancos e longos, os poemas de seu camarada... mas não leu nenhum de seus próprios poemas - por si só, uma elegia encantadora à memória do jovem poeta morto, suficiente para tirar lágrimas do Cervantes do Capítulo Sete, e lê-los...
"Não dou a mínima", respondeu o velho cozinheiro,com olhos semicerrados, e contei a Japhy e ele disse:"Resposta perfeita, absolutamente perfeita. Agora você sabe o que eu quis dizer com Zen". Mas eu ainda tinha muito a aprender.
... em um pequeno chalé coberto de rosas nos fundos de uma casa maior na rua Milvia. A varanda velha e podre era inclinada para a frente, em direção ao chão, e tinha uma velha e boa cadeira de balanço na qual eu me acomodava toda manhã para ler meu Sutra do Diamante. O quintal era cheio de pés de tomate prestes a amadurecer, e hortelã, hortelã, tudo cheirava a hortelã, e uma bela árvore antiga sob a qual eu adorava me sentar para meditar naquelas noites frescas estreladas e perfeitas de outubro... incomparáveis às de qualquer lugar do mundo.Tínhamos uma cozinhinha perfeita com fogão a gás, mas sem geladeira, mas não fazia mal. Também tínhamos um banheirinho perfeito com banheira e água quente, e um cômodo principal, coberto com almofadas e esteiras depalha e colchões para dormir, e livros, livros, centenas de livros...

*Os Vagabundos Iluminados - kerouac


.....

31.12.11

19:53 born into this

por favor senhor permita que esta pequena semente que plantamos possa desabrochar em uma flor que possamos sentir o aroma e levalo-lo.
se persentia que as ruas persistia porque primeiro todas as rosas são rosas mais nem todas são rosas mais todas tem os pinheiro, segundo o dinheiro cada formiga tem que saber o peso da folha que carrega pro formigueiro.
general gafanhoto nômade do deserto na realeza família suja é visível boa conduta multa leitura luta oculta.
Nossos canários do reino não serão prisioneiros do silencio em vão, sem razão, sem revolução, sem mel. Firmão fortão vai que vai vivão vivendo o que ta escrevendo que ate que enfim desencarnaremos. Canetadas bucólicas perpertuaremos.


dois mil e doze

30.12.11

pintassilgo

pág 33
Fazia tempo guardara na gaveta um recorte de jornal Paulista.
Recortes de jornais, de revistas, páginas rasgadas de livros, poemas copiados - tudo para recordar, para citar, para se excitar.
Agora queria experimentar. Bastava querer. Bastava.


escola da vida
quem não sabe fica sabendo.
hum hum .

quando for deitar é só puxar a cordinha e apertar o cadeado... não, seu pai já pego a água; se quiser pode deixar aberta, até amanhecer.
tranquilo vo!

Ontem a tarde barganhei! (você primeiro)
É da minha natureza emprestar sentidos a TUDO, vivo sobre a linha reta das virgulas, acreditando constantemente na representação contraditora que temos sobre a vida. conclusão, hoje é um dia importante, porque caminhei na alameda da ARTE - que todos vivenciamos, seja qual for.
Hoje literalmente estou com os dois pé no paraíso, o pássaro foi despertado 12:15, os primeiros gargarejos saíram carregados porem limpos, incomum digamos.
Descombinado cantou voo pro norte da mesma maneira que há 17 anos bateu as assas pela primeira vez. sem ver a tonalidade das nuvens, alterando entre amostras de cantos, silencio e olhar. pousou proprositamente na raiz do destino.
Sobre os galhos encontrou EM SIM a grandeza pra evoluir, compreendendo em partes desigual que não existe resposta para o que é a vida?
o que estou a defender pela salvação dos passaros até descarrilhar minha pequenisse presença pro céu particular resume em regar arvores, como a chuva lá fora que cai sobre mim.

a voz e o sentido, você aprende, é o inicio e fim de um escrito que estava na gaveta.
A vida é viver. Essa foi a resposta do meu pai.

28.12.11

dezoito

o que dizes é mesmo o que tenho feito ou almejado por toda a minha vida.
ai jaz o nosso, ou o meu sentimento confuso de proximidade.
Também receio que ai jaz a nossa força para nos ligarmos um ao outro.
significa tanto para mim.

27.12.11

capucheta

You're never wrong, but you're never right.

Fico na SEGUNDA com esses lances de emoção, na verdade até me faz bem esse confronto.
Estava com saudade de sentir brisas diárias com fatores que despercebidamente escondi de mim mesmo na bagunça das gavetas, ainda bem que não tranquei á chaves.
Encontrei uns TAPE´s que está "direcionando" meus passos há um lugar que não faço ideia de como é, apenas caminho, tropeço, sorrio e torno prosseguir. quando percebo, já sumiu as palavras, explicações e razões.
.bater o pênalti sem goleiro aos 45 do segundo tempo de 2011, me fez chutar pra galera e correr pro abraço.
por mais que fantasiamos que a vida é BELA, tenho dado mais ouvido a minha vó quando ela diz que não é fácil não!, nunca será e por mais que automaticamente o povo brasileiro que não desiste nunca vai a luta eu digo é compadre.

hoje almocei com meu pai e minha vó na sequencia visitei tias, primos que nem conhecia, nessa sintonia os muleque doido da quebrada Londrina, me ensinaram o valor do (..somos assim, VOCÊ É DO TAMANHO DA REALIDADE QUE SONHA).


o nascimento
de uma alma
é coisa demorada
não é partido ou jazz
em que se improvise
não é casa moldada
laje que suba fácil
a natureza da gente
não tem disse me disse

o tempo vai passar mais eu não vou deixar passar em branco, usando as cores mais agressivas do meu estojo... saiam da marge da monotonia pois ela propicia a espiritual pararisia lado a lado nessa esfera apelidado terra onde corações parados emperrão e desenterram com caligrafia trazendo minhas verdades em meia as enfermidades a vida é nada mais que a infancia da imortalidade, conquiste a liberdade se é que você consegue pois com o sem bagagem sua viajem prossegue. *Alexandre - A.C.A.S.O
.......

23.12.11

dingo-bel

o espirito natalino está no ar.
o velhinho aparece novamente, distribuindo presentes.
pequenos, porem presentes.

brian kelly - she is dancing.

16.12.11

bem...

"oraie iêo!" procure e enxergará
dez/2010

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem..
Guimarães Rosa

16.11.11

tom sobre tom

“Os medíocres não conseguem ser derrotados, pois não sabem distinguir nem o que significa realmente vitória do que seja derrota. A verdade é que não atingem a condição plena do humano, por não terem idéias próprias, não se individualizam. Fazem parte de uma enorme e poderosa classe, constituem verdadeiras legiões, imbatíveis. Geralmente, não têm distinção nem pudor. Gostam de se exibir através de roupas (como cuidam do exterior), de cargos, de títulos, de jóias, de livros publicados de qualquer jeito, visando apenas notícias nos jornais e tardes de autógrafos. Confundem, quase sempre, espalhafato e berros da moda com elegância. Possuem uma incontrolável tendência para se tornarem macacos de auditório de qualquer idolozinho que apareça. Escancaram-se, apresentam, em toda oportunidade que apareça, o rol das coisas que conseguiram, dos objetos que possuem, por mais insignificantes que elas sejam. Poderia até inventar um lema para eles: quem não se exibe não existe. São os campeões, segundo Fernando Pessoa, poeta que se considerava derrotado até nos pequenos acontecimentos da vida. É comum também essas pessoas perderem o sentido de lealdade. Leais apenas ao sucesso, representado em duas coisas fáceis: dinheiro e poder. Tudo mais podem trair: até eles mesmos.”

citação de Renato Carneiro Campos em Somos Pedras que se Consomem, romance de Raimundo Carrero - Iluminuras. 1995, (p.87-88)

cada palavra deste livro é pura verdade
john fante


6.11.11


"Temos que descobrir as nossas verdades, sei que sou estranho a todos e a tudo que me cerca, alguns dizem que sou louco, outros me chamam de liberalista. Perguntam-me - por que você mente tanto? Simples, a verdade só cabe a mim, a mim e a mais ninguém. A verdade é minha. Não gosto de intelectuais com ar de superioridade médica, como se diagnosticasse um mau incurável na minha alma e meu corpo não fosse o adequado. Meu corpo é adequado, tudo que eu como aqui continua e sempre continuará, sou feliz por isso, não preciso me auto-afirmar. Meus gostos não são muito tradicionais, fujo do costume de preferir o que esta mastigado. Estou preso ao meu jeito de ser e agir, cheio de defeitos e manias que muitos detestariam, mas que eu adoro e cultivo com todo cuidado. A vida pode significar tanta coisa, tantos costumes que eu nem mesmo conheço, ou chegarei a conhecer, cheia de vazios e sem o menor sentindo , então porque não me arriscar a ser quem eu quero ser? Inferno? Não sei, não creio muito no ponto de vista de um Deus que venha a me castigar e me recuso a acreditar em um Deus que não saiba dançar. Só quem já dançou sabe o quanto é bom respirar. Ninguém está vivo sem dançar, cantar, gritar, ficar completamente louco de medo, desconfiar, desejar e transar como se fosse um animal completamente irracional. Afinal depois de tantos mestrados e doutorados, é a isso que ainda nos resumimos, simples animais entediados colocando fogo no planeta. Dizemos que amamos por que é conveniente. O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece. Dizemos que rezamos porque é confortante, e vendo toda a humanidade foder enquanto pede graças é que me faz acreditar que sou a pessoa mais inteligente e sensata do ambiente. Conheço o que me atrai e o que não quero em minhas mãos, leio palavras de homens que queriam mudar o mundo e apesar de preguiçoso e mal humorado, guardo em mim uma paixão pitoresca pela insanidade(...) Temos que descobrir nossas verdades, quem podemos ser e então por que não ser? "

3.11.11

minha inspiração

somente escrevo que sinto
falo a verdade não minto
culpada é a minha inspiração
não adiante eu forçar a minha natureza
se o melhor do samba é a sua pureza
e eu forçando seria meu fim.


Argemiro Patrocínio

2.11.11

ampulheta


sempre fui do tipo, AGORA SIM. primeira folha do caderno novo, inicio de ano, doce lar, segunda-feira... tipico. até que percebi que só mudava o significado do tempo com uma esperança linda no depois caso ele existisse.
penso logo, desisto-persisto; só que sempre arranquei com punhos forte a primeira folha porque as palavras contidas ali não demonstrava legitimidade na caligrafia.
hoje? bobagem
, só que continuo, mantenho esforço para não esbarrar no sentimentalismo do bom ou ruim, até porque, sequencia, exemplos e o agora todos nós temos, inicio e fim. ser integro nessa loucura de mundo. mais de boa, até uvas passas né?.
penso que até na melancolia tenho visto bom-humor, particularidades bela e fera dos contos sem fada, somos o que somos, sem termos, isso basta. ser mestre de cerimonia racional não tem nada ver do que e onde tudo acontece, o lance e nós mesmo. ser/realizar metade dos bons fluidos que minha alma cativa, ta bacana, só que transbordar em novas experiencias, construtivas é bom também.

vinte e três primaveras, só tenho há agradecer... sem encanação. com o sorriso mais verdadeiro que o próximo; vinte seis de outubro, quatro anos de blog e mesmo que ficou dando voltas em palavras aparente sem "nexos", perdidas afim de deixar um rastro como lesma. só tenho a dizer que tento ser integro pro completo em todas situações.
o objetivo deste post era tentar dizer sobre o mês de outubro, só que a somatização não é como a unica e pior cerveja que vomitamos facilmente.... expor esse tudo tem sido um cuspe pra cima com um olho aberto outro fechado.





samba
a gente não perde o prazer de cantar
e fazem de tudo pra silenciar
a batucada dos nossos tantãs
no seu ecoar, o samba se refez
seu canto se faz reluzir
podemos sorrir outra vez

Luizinho, quando me perguntarão se eu sabia de você, tirei uma onda como da ultima vez: deve está embaixo de algum rabo de saia. mil fitas, porque ele e não eu! você ta ciente, nenhuma lagrima, assim será. “O que fazemos em vida, ecoa na eternidade”. preto tipo A, o irmão que nunca tive, você jamais vai se chamar saudade. 08:49am terça o celular grita, a garota rio de janeiro... marrentão putz, meu DEUS, cadê meu PACEIRO?; o cavaco chorando, Juninho seguro o compaço do surdo alinhado aos corações que samba contigo, hoje não precisa de vozes, o refrão é individual.
Não rolou de colar no show do B Negão mais boto fé no salve a ti, entre chico science e sabotage. Tenho certeza que a homenagem que rolou no cémiterio dos automóveis foi massa, acontece que tem umas utopias embassada acreditar (enxurrada em Londrina?).
Emfin eis-me aqui empapuçando com a breja germânia do meu vizinho, playslist razo, astuto, como naquela madrugada que levamos o primeiro papo. samba raiz... Luiz? pô nome do meu coroa! ....bar abarrotado, várias santa cervas circulando, petisto vagabundão de bacon regado de sal, prosa sem fim até que distraídos acompanhamos sorrindo a moça formosa pelo vale ao amanhecer. querem subir? visão do lago, café, pizza gelada, torrada apreciando o chiado da agulha no vinil, velho poeta, pixinguinha do originas do samba, lembro como se fosse agora...

Ao dizer isso olho para trás despreucupado com o tempo, emocionado com a.c.a.s.o, acompanhando de costas ecos do silêncio dos encontros e desencontros que acontece sem explicação.

num tom doce as palavras mudaram, tudo muda, o olhar.
é só o vento lá fora, é preciso amar as pessoas.
uma vida apenas, e se tudo acabasse agora?

a sorrir eu pretendo levar a vida....

22.10.11

Ele por mim, silêncio.

silêncio sem hematomas

11
mas o fim da vida
não implica no fim do dia
o fim do dia
não implica no fim da chuva
o fim da chuva
não implica no fim do frio
o fim do frio não é o fim do cinza
e alguem com febre
não tem todo o tempo do mundo

o mundo dura mais
do que a febre das pessoas
mas o mundo de alguns
acaba quando acaba sua febre
e a beleza pode que não tenha
relação nenhuma com sua febre
embora muitos sejam capazes
de converter febre em beleza
mesmo que beleza e febre
sejam insuficientes pra compor
toda uma vida

assim, o fim do sexo
não é o fim do amor
o fim do amor
não é o fim da doença do amor
a doença do amor
pode vir a ser o começo das metáforas
sobre doença, amor, febre, frio e chuva
e não há antídoto
capaz de neutralizar uma metáfora


13
derrubar paredes é uma bobagem
quero que elas se abram
como o leve toque de dois dedos, assim

dois dedos
e paredes não são
o enrodilhado das coxas das mulheres

paredes se curvam feito os subalternos dos príncipes
ou como heróis julgados injustamente
condenados à guilhotina

paredes se ajoelham
e assobiam para que passem em suas carruagens
os primeiros ministros da rainha

lançando moedas pros famintos
consolos de borracha pras beatas
feno e ração pros criadores de máquinas

todos um só coro de sátiros
tocando folk com rabecas chamejantes
e tamanco dando choque na planta dos pés



12
três básicos resultados obtemos
dos encontros em nossas vidas

podem ter sido péssimo
dando motivos pra arrependimentos

podem ter sido indiferentes
e a indiferença sempre é algo péssimo
dando motivo para arrependimentos

e podem ter sido ótimos
mesmo assim
dando motivos pra arrependimentos

eu não me arrependo



18
eu sei, vão dizer de mim:
ele é um animal deitado no charco

é a fagulha azul na raiz de uma fogueira

mas eu digo pra mim
você precisa de cócegas, meu caro rabugento


8
tua garota surge assim
feito os segundos que antecedem
a composição duma melodia

a compressa de calor das axilas dela
derretem teu coração de margarina
até não restar mais do que um cílio queimando
em meio a mancha no lençol

não será de outra forma
se um deságua
o outro pede licença
e vai arranhar o espelho do banheiro
até apagar a própria imagem



16
a saúde íntima
equivale ou não
a saúde pública
(isso não é uma pergunta)

onde, aliás
o tempo das perguntas
(inclusive as tolas)?

há um resumo que diz:
você escovou os dentes direitinho hoje?

depois, como pedir desculpas
sem que nos pesem
as irresponsabilidades?

não sei se lambra
mas na hora do recreio
na escola
as crianças costumavam comer sagu
e brincar de esconde-esconde

aí vai nossa saúde
tão íntima que é de todos

pode mesmo que não exista o diabo

então, quem é esse
que tanto gira com fúria
de abocanhar o próprio rabo?


14
o silêncio é a bolha de sabão
dos homens sábios de verdade

o imbecil acha que é sábio
um sábio de plantão
ele crê que basta silenciar
e será salvo
o sábio de plantão
acha que um bolha
pode protegê-lo

já o sábio de verdade
não sabe nada
nem acha nada
nada o protege
ele ignora correr perigo
quando põe a mão no fogo

o sábio de verdade
está ciente de que quando abrir a boca
sera pra dar seu grito estúpido
o mais alto que conseguir

a isso chama raiva
vingança
potência sonora
e até mesmo rock´n roll

o sábio de verdade
difere-se e muito
do sábio de plantão

o sábio de plantão tagarela
fala sem parar por dias e anos
a respeito dum silêncio
por ele domado

diz se tratar dum silêncio ensurdecedor

eu, no entanto
que não sou sábio de nenhum espécie
e estou mais que soterrado
convenci-me da existência
de outra espécie de silêncio
mais raro e singelo

chamo-o silêncio sem hematomas

e é isso
ou berro na cara


* luiz felipe leprevost

13.10.11

dirty ghetto kids

um dia conheci uma garota as cinco horas da manhã que disse, você que é o tim? (era mentira)... essa mesma pessoa em outra ocasião me disse que todo dia nascemos e morremos. lembrando disso me deu uma vontade gritar pela janela do meu lar apart hotel, exposto aos vizinhos de concreto, (...ainda tenho açúcar e cafê moído) saibam que esses metros quadrados que arredonda minha a visão, naquela de prosseguir, honrar pai e mãe é minha sacada. minha visão é o céu marrom pós chuva (eu quero mais é ver a chuva cair).. queria ter a manha de pular descalço lá fora como antigamente. andar rente meio fio de encontro com a correnteza urbana desencanado das doenças que reprime a liberdade. não arrisquei por causa dos raios, manifestação violenta da natureza vai entender, nos dias de hoje existe medos pra tudo.
hoje não tem estrelas no céu, não sei da onde tirei isso, mais pra mim a maior estrela do universo é minha mãe; brilho infinito que ilumina vida, mesmo estando além das nuvens. queria sentir o prazer de lhe desejar boa noite, lascar um beijão e dizer o quanto te amo. perdoa-me por deixar passar despercebido a beleza do céu, acredito na possibilidade de prestigiarmos juntos.
dias atrás liguei pro velho para sugerir de ver o timão, tomar as brejas mais vagabunda até ele ficar chato.... a ligação nunca é atendida, na ultima ocasião juntamos moedas e conquistamos particularidades no jardim paraíso, milton gavete e sentimentos do conjunto alma . Codorna man manja virar copos.... por fim discução pelo passado e tchau, voltei a pé ligando para a garota dos olhos caramelo tentando descolar disque transporte escolar, portando no bolso um canivete butterfly, único presente que ganhei até hoje do meu velho.
pensando na family, recordo nitidamente quando tinha 6 anos, fui com meu pai no açougue no jardim santa monica e acabei engasgando com espetinho de acem o velho sem exitar lanço o indicador na minha guela e disse, Ô FI TA SEM VOZ?. tosse seca, três tapinha no meu peito, lagrimas nos olhos, um gole estagnado de cerveja, careta amarga. Na sequencia ele desentendeu com o homem da peixeira, foi em cana por um dia. voltei de mão dada com minha vô, saboreando o lendário suco de arminha.

02:25 pode ser 168 horas.
é de arrepia como um copo de leite puro bem gelado.
cansado de tentar estudar, ruas vazias, sentir a brisa pela janela consola o vaga-lume.


"construir sonhos a partir de memórias é a melhor maneira
de perder a noção do que é real e do que é sonho. *a origem / filme.



sobe as letrinhas
vitrola: edith Ppaf - non, je ne regrette rien
todo dia é 12 de outubro.

27.9.11

pitoresco

http://www.flickr.com/photos/altocontraste/

seu status atual é (invisível). deseja alterar seu status para online?

no que você está pensando agora?

importa? - PENSE.

nesta segunda feira, dia qualquer, percebi detales corriqueiros que na maioria das vezes me "inspira" olhar descompromissado pro bloco de notas e sentir meu coração palpitar conforme o cursor, por um bom tempo. de muitas coisas que penso, poucas, quase nada tenho conseguido transportar para as palavras. com isso acumulo somatização diarias! certos "escritores" que aprecio dizem que é HORRIVEL ter necessidade diaria de escrever. acredito e busco isso!
compreendo que estou longe da escrita correta, entretanto um dia quem sabe?. Horro os PROFESSORES da vida que ensinaram o caminho das letras na Escola Municipal Suely Ideriha no conjunto vitória régia (saudades). Porem pouco me importa classificações de certos, e sim a necessidade de almas que esvazia seu eu com essencia bruta, amor sem pudor e vida.


bukowski embriagado de vivacidade disse no documentario in to this.
ninguém percebe que é escritor. eles apenas acham que são escritores.
eu apenas achei um lápis e comecei escrever.
quando me tornei escritor, foi um dia doloroso.

(Mario concordo contigo, buk sempre está certo)


...voltando as inquietudes digitais do inicio, estava PENSANDO nas palavras globalizada que estamos cultivando, copiar e colar nunca vai mostrar o que realmente somos. talvés o tempo, ação e o que tenho "visto" no geral seja uma visão particular e quadrada. mais está faltando algo nas pessoas.
o blog moda na baixada compartilho que artistas são sentimental, sendo ARTEIRO por opção pergunto, como vocês se sentem nos dias de hoje? escreva uma frase invisivel aqui (para você).

a mente é força criadora.
transitoriedade
bons tempos.